Com uma atividade educacional voltada a estudantes e professores de Quilimarí, na comuna de Los Vilos, Região de Coquimbo, foi realizado o evento de encerramento do projeto Fondef "Ferramenta biotecnológica multifuncional para a adaptação às mudanças climáticas", liderado pela Dra. Claudia Ortiz Calderón, pesquisadora da Faculdade de Química e Biologia da Universidade de Santiago do Chile.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com a empresa Geosim e a ONG Quilidangui, e apoiada pela Direção de Gestão Tecnológica (DGT) da Usach, teve como eixo principal o uso de cianobactérias para melhorar a qualidade de solos afetados pela salinidade, fenômeno que tem se intensificado com as mudanças climáticas.
O encontro, realizado na última quarta-feira, 11 de junho, no ginásio paroquial de Quilimarí, reuniu estudantes e professores das escolas Teresa Cannon Barroilhet e Ercole Bencini, além de representantes da Municipalidad de Los Vilos e de grupos ambientalistas, como as ONGs Quilidangui e GEMA.
Durante sua apresentação, a Dra. Claudia Ortiz explicou os principais resultados do projeto, baseado no uso de cianobactérias para melhorar a qualidade e a fertilidade de solos degradados, como ocorre em Quilimarí. "Essa solução permite enfrentar a salinidade do solo, melhorando sua qualidade e a captura de dióxido de carbono para enfrentar as mudanças climáticas", ressaltou.
O produto, que já foi testado com sucesso tanto em laboratório quanto em áreas agrícolas em Pirque e Quilimarí, encontra-se atualmente em processo de patenteamento, consolidando um importante avanço científico e tecnológico com impacto direto em comunidades vulneráveis às mudanças climáticas.
Educação ambiental com impacto
Após a apresentação dos resultados, o evento continuou com uma atividade prática de educação ambiental, na qual as crianças puderam observar cianobactérias em microscópios e participar em campo. Esse trabalho de restauração dos solos foi amplamente valorizado pela comunidade local.
Paula Tordesilla, professora da Escuela Teresa Cannon de Barroilhet, enfatizou que "em nossa localidade há um problema com a água e o sal, por isso a iniciativa é maravilhosa para as e os estudantes, que têm muito interesse nesses temas e na tecnologia". Acrescentou que é importante que a Universidade "considere esses povoados, que talvez ficam mais longe, mas onde há estudantes com muito potencial".
Por sua vez, Valeria Maturana, representante da ONG Quilidangui, também agradeceu o trabalho desenvolvido pela Dra. Claudia Ortiz junto com sua equipe de pesquisa. Ela disse que seu compromisso como grupo ambientalista é aproximar esses espaços "das crianças para contribuir para seu desenvolvimento e sua aprendizagem pessoal, mental, física e esportiva, pois elas são o futuro de nosso país".
Uma aliança para o futuro
A atividade de encerramento também foi uma demonstração do compromisso da Universidade de Santiago com os territórios e suas comunidades. Assim destacou a Dra. Ortiz, que afirmou que "em termos de educação ambiental, é fundamental a participação da comunidade escolar, junto com professoras e professores motivados a conhecer mais sobre ciência e tecnologia".
Nessa mesma linha, Xaviera Hernández, gestora tecnológica da DGT, destacou a relevância de aproximar os projetos científicos das crianças. "A ciência, a tecnologia e a inovação foram feitas por e para elas. As novas gerações serão as que nos acompanharão quando esses avanços forem aplicados no mundo real, melhorando a qualidade de vida das pessoas", concluiu.
