Pesquisas acerca de compostos de algas convocam ao setor público e universidades

Especialistas e representantes do setor público debateram sobre as aplicações biotecnológicas, normativas e desenvolvimentos científicos vinculados a polissacarídeos como o alginato e quitosano em um evento que reafirmou o papel articulador da universidade.

Observam-se algumas algas.

Como um encontro entre o setor público e as pesquisas científicas que se desenvolvem atualmente na área foi classificado o II Workshop Internacional Red AlQui (Alginato-Quitosano) realizado durante a última semana de maio na Faculdade de Química e Biologia.

O evento contou com a participação de representantes da Universidade de Santiago do Chile, da Universidade do Chile, da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso, a Universidade de Los Lagos, a Universidade Santo Tomás e a Universidade Nacional Mayor de San Marcos (Peru) e abordou questões como normativas, aplicações biotecnológicas, elaboração de hidrogéis, preparação de nanocomplexos e nanopartículas orgânicas ao redor deste composto natural extraído das algas e utilizado em diversas indústrias.

“O dia foi enriquecedor para gerar um nexo com distintas linhas de pesquisa e, além disso, por contar com a participação de um órgão regulador como é a Subsecretaria de Pesca”, indicou Fabián Martínez, acadêmico da Faculdade de Química e Biologia e organizador da atividade realizada com o apoio da unidade de Vinculação com o Meio e de Virtualização.

Desde o setor público, o representante da Subsecretaria de Pesca, encarregado da Divisão de Administração Pesqueira Unidade de Crustáceos, Marcos Troncoso, valorizou a atividade e destacou sua relevância para conhecer as novas pesquisas e orientar assim seu trabalho como órgão regulador.

“Acho que o principal desafio que temos como setor é a ausência deste tipo de instâncias na que a universidade, através de sua Vinculação com o Meio, faz parte ao mundo público e ao mundo privado. No fundo, nosso principal desafio é ser capazes de reunir todos os setores para buscar pontos de encontro e dessa forma melhorar o desenvolvimento produtivo do país”, apontou.

Juntamente com destacar a necessidade de fortalecer o trabalho colaborativo entre setores e grupos de pesquisa, o acadêmico Fabián Martínez lembrou o aporte que têm feito pesquisadoras como as doutoras Betty Matsuhiro e Alejandra Moenne no estudo desses compostos.

“Na Faculdade de Química e Biologia tivemos, e continuamos tendo, a grande sorte de contar com acadêmicas que trabalharam na área dos polissacarídeos e que continuam sendo importantes promotoras e pioneiras no que implica justamente o trabalho com algas”, afirmou o organizador, quem junto ao acadêmico Alexander Gamboa participaram do encontro como representantes da Faculdade.

Categoría