A Universidade impulsiona a equidade editorial no congresso internacional sobre revistas científicas

A equipe editorial da Diretoria de Pesquisa Científica e Tecnológica (Dicyt, por sua sigla em espanhol) participou no II Congresso Internacional de Revistas Científicas, realizado na Universidade Católica do Maule. 

Uma pessoa sentada lê uma revista.

Entre os dias 25 e 27 de novembro foi realizado o II Congresso Internacional de Revistas Científicas, instância que reuniu editoras e editores científicos, pesquisadoras e pesquisadores, e especialistas internacionais em políticas editoriais, métricas, ciência aberta e inteligência artificial. O evento, organizado pela Universidade Católica do Maule, posicionou-se como um espaço chave para refletir sobre os desafios e transformações do ecossistema editorial acadêmico.

Em representação da Universidade de Santiago do Chile, a equipe editorial da Diretoria de Pesquisa Científica e Tecnológica (Dicyt) teve uma destacada participação em conferências magistrais, mesas temáticas e atividades de vinculação profissional.

Análise do ecossistema editorial

 

Durante o bloco acadêmico do 26 de novembro, a assessora da equipe editorial, Carla Rivera Aravena, e a analista de dados, Francisca Gómez Chacón, apresentaram conjuntamente a palestra “Rumo a uma edição científica interseccional: diagnóstico e propostas para as revistas acadêmicas chilenas”. A pesquisa que sustenta essa exposição foi desenvolvida colaborativamente por ambas as integrantes da equipe, que participaram tanto na sua elaboração como em sua apresentação.   

O estudo analisou mais de 270 revistas chilenas publicadas entre 2023 e 2025, considerando variáveis como a presença de mulheres em cargos editoriais e em autorias, a distribuição territorial e disciplinar, e as correlações entre equidade e produtividade científica.   

Os resultados evidenciaram profundas lacunas de gênero. Entre as descobertas mais relevantes se encontram as seguintes: só o 28,9% das direções editoriais estão nas mãos de mulheres; a primeira autoria feminina alcança apenas o 22,6%; persistem marcadas lacunas territoriais e por áreas do conhecimento que afetam a visibilidade de grupos sub-representados; e, finalmente, identificou-se uma correlação positiva entre uma maior participação feminina em comitês editoriais e uma maior produtividade das revistas.

A partir desse diagnóstico, a equipe propôs metas institucionais de paridade para o 2030, mecanismos de monitoramento de gênero na edição científica e ações concretas para acelerar os avanços em equidade estrutural.

Compromisso Usach

Sobre a participação da Universidade no encontro, Carla Rivera destacou que essa instância “permitiu visibilizar o compromisso da Universidade de Santiago com os princípios de equidade, qualidade e ciência aberta, fortalecendo redes de colaboração interinstitucional e posicionando o trabalho da Unidade como referente na análise de práticas editoriais com enfoque de gênero e interseccionalidade”. 

Além disso, enfatizou que “a edição científica não só deve garantir qualidade acadêmica, mas também justica epistêmica. Este congresso tem sido um espaço crucial para avançar nesse sentido”. 

O material completo da apresentação está disponível no acesso aberto através do repositório de dados de pesquisa Zenodo.

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